Sempre me pergunto: como seria governar o Brasil, um país onde todos querem “meter o bico” em proveito próprio ou dos comparsas? Este Brasil, um país com centenas de etnias, em sua maioria sob a ardência gostosa do sol tropical, oito mil quilômetros de costa atlântica para se refrescar, “que dá vontade de não fazer nada e tocar viola de papo pro ar o tempo todo”. Democracia plena; leis de proteção ao cidadão em tanta abundância que a polícia praticamente não tem poder para prender ninguém; drogado protegido tanto no lícito quanto no ilícito; traficantes com suposta parte do poder público comendo na mão deles, em nome de sustentar o consumo do drogado porque é dependente; partidos políticos ansiosos feito lobos famintos para abocanhar mais um ministério, pois é de onde se supõe que venha o grosso da “bufunfa”. Poderes independentes querendo ter aumentos astronômicos constantemente; um Congresso cujo calor tropical do planalto o torna enfermo para a produtividade e, por outro lado, nunca se sabe quem é o inimigo; um Judiciário onde o óbvio é tema bem discutível e será elucidado por 5 a 4, porque dois não estiveram presentes; uma Constituição que, apesar de ser a melhor do mundo, também é a maior e mais complicada que a Bíblia para determinar o que é constitucional e o que não é e as licitações maculadas mafiosamente. Leia mais »
Princípio da matilha: na matilha, especialmente de cães ferais, rosnam uns para os outros o tempo todo, mas as agressões não passam de “um cala-boca”. Entretanto, no momento que um desavisado cãozinho estranho à matilha chega ao seu alcance, imediatamente se unem, as diferenças entre si acabam e o estraçalham, mas é um comportamento canino determinado por seu instinto de defesa do território para sua sobrevivência. Entendem que faz parte de sua sustentabilidade. Aceitável por serem cães! Entretanto, quando uma comunidade humana, povoado, cidade, estado ou país, resmunga ou esbraveja ao invés de falar suave e resolver as diferenças, sua “sustentabilidade será insustentável”. Nós temos que ser seres polidos. Um ser polido é um ser civilizado. No mínimo temos que dizer bom dia, pedir licença, pedir desculpa, perdoar e eu te ajudo. Palavrinhas por demais conhecidas, mas de pouco uso. Estas palavras não se encaixam com o truculento. Leia mais »
A Terra como planeta, é muito pequena. Já possui um terço de sua superfície desertificada, inúmeras espécies extintas, atmosfera saturada, sete bilhões de pessoas consumistas e uma infinidade de indústrias que produzem em progressão geométrica, até exaurir a última reservam do planeta para dar conta da demanda de consumo. Será isto sustentável? Maria Bethania disse certa vez: “de que adiantam dólares, sem planeta”?
Thomas Jefferson disse, em 1802:
“Penso que as instituições bancárias são mais perigosas para a nossa liberdade que exércitos inteiros prontos para o combate. Se o povo americano permitir um dia que os bancos privados controlem sua moeda, os bancos e todas as instituições que floresceram em torno dos bancos, privarão a gente de todas as possessões, primeiro por meio da inflação, seguida da recessão, até o dia em que seus filhos se despertarão sem casa e sem teto, sobre a terra que seus pais conquistaram”! Leia mais »
Muito próprio da democracia é colocar em discussão tudo, inclusive o óbvio. Aparentemente interessante para elucidar, mas improdutivo por gerar mais trevas que luz. Na prática, o conflito de interesses destorce tudo e não se chega a lugar nenhum. Está na comunidade, nos conselhos, na política, enfim um desgaste infinito de pouco resultado. As discussões devem ser mais lógicas, harmônicas e produtivas, tendo sempre como norte o interesse coletivo e o desenvolvimento sustentável de um lugar ou de um país. Leia mais »
Escrevo sobre o que incomoda a organização da sociedade, porque isso me incomoda – Abraão está “desmoronando” como sociedade!
O maior indício de que a decadência checou e o conseqüente fim se aproxima ocorre quando o pensamento do interesse individual é fator que suplanta o coletivo.
Vocês lembram que a nossa sociedade civil organizada era representada por grande massa, as chapas debatiam muito e a eleição aguerrida, todos participavam, todos votavam, crescíamos em idéias, enfim o coletivo era grande e forte, o que gerava representatividade, legitimidade, etc? Hoje às vésperas de uma eleição temos que procurar um presidente como se cata agulha num palheiro, ninguém quer. No meu entender isto se deve em grande parte às mudanças culturais da sociedade, pois são geradoras do descrédito no hoje e no amanhã. Hoje nossa cultura é de subúrbios de municípios vizinhos, incluindo o Rio, entremeada com o nordeste, com propósitos meramente urbanos, nada ambientais, comercialmente individuais e donos do saber, trazido destas regiões, cujos conceitos não funcionam aqui. Nada contra estas culturas imigratórias, mas elas se contrapõem à cultura local no turismo. Quem assistiu a palestra do ex-prefeito de Gramado, o grande Bertuluci no seminário de turismo de Angra, tomou conhecimento do quanto complica o turismo a mudança cultural. Declarou que em Gramado para se estabelecer trabalhando no turismo, é obrigatório um curso de cultura local, lá ministrado. Leia mais »
Esta qualidade normalmente é de quem pensa que sabe, mas não sabe que nada sabe. É de certa forma sentir-se feliz, pois seus saberes não são capazes de mostrar-lhe as próprias mancadas. E por estranho que pareça não depende da sua escolaridade, a estas pessoas lhes falta o “semancômetro”, por isso são eloqüentes em seu discurso, sem se dar conte de que não vão chegar a lugar nenhum, próprio dos eternos candidatos na política eleitoreira, que nunca se elegem. Leia mais »
“Por definição do dicionário Aurélio, é o conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo, o crescimento, a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução, entre outras”.
Portanto a vida é algo muito especial, muito além de simplesmente estarmos vivos, pois tem a capacidade de gerar outras vidas, de introduzir caracteres genéticos, até os que advêm de outras vidas, que não sabemos há quantas gerações, as emoções de viver, a infinita capacidade de contemplação do belo, do prazer do sabor, do prazer tátil, do prazer de procriar e amar, tudo na projeção ilimitada, talvez exponencial, e tudo administrado pela vontade do ser. A primeira vista fantasticamente lindo, por outro lado tudo pode ser mórbido, tudo voltado pelo “prazer de não ter prazer”. Leia mais »
RETROSPECTIVA – O ECO Nº 01 – Maio 2000. Para análise e retrospectiva reapresentamos o nosso primeiro editorial.
“O RELACIONAMENTO”
Nosso informativo tem, além de sua função estatutária, o objetivo de dar espaço para o pronunciamento das pessoas e dos diversos segmentos em Abraão, no sentido de unir a comunidade em torno dos objetivos comuns.
Por várias razões sabemos que será uma tarefa bastante difícil, mas evidentemente não impossível. Leia mais »
Estamos entrando no décimo segundo ano juntamente com as profecias do calendário Maia para o ano 2012, que segundo Sai Baba, ainda não será o fim do mundo, dizendo ele que o mundo tem mais luz por isso enxergamos mais, quanto mais luz, menos trevas, mas mudanças sérias virão.
Particularmente eu vejo o hoje, como muito bom, como nunca esteve. A ciência descobriu quase tudo, não se morre mais precocemente, é normal vivermos 80 anos, muito conforto, Rio e Paris com poucas horas de distância, o mundo em casa pelo virtual, liberdade até para pecar “até para fazer sexo à vontade”, supermercados fartos, enfim, quase tudo ao nosso alcance. Agora, neste modelo que vivemos será sustentável? Durará por muito tempo? O que estará por vir depois desta bonança? Só Deus sabe! Até Sai Baba sai pela tangente, surfando no invisível, mesmo com toda a luz que ele vê! Não vislumbramos dias melhores para o planeta! São as limitações da humanidade! Com pequena analise percebemos que a luz que Sai Baba vê, é a esperança que não que nos resta, que não pode morrer. As sérias transformações que ocorrerão no planeta, por certo após esta tempestade, abrir-se-ão caminhos menos tortuosos. Não acredito em fim de mundo! Leia mais »
Liberdade de expressão é o direito essencialmente básico de expressar opiniões, idéias, orais ou textos e é fundamental à democracia. Na democracia, mesmo estando implícito este direito, deve estar explícito, caso contrário seria impossível debater dentro do próprio governo com a sociedade. Este direito abre um campo enorme nos saberes e … Leia mais »