Segundo dados da UN Population Division, 72% da população do continente europeu mora nos centros urbanos. No entanto, suas cidades consomem um percentual menor do que este, apenas 69% do total de energia. O número é abaixo do que se poderia imaginar e a razão parece estar ligada a legislação ambiental cada vez mais dura da União Europeia e a preocupação crescente da população local em poupar recursos naturais.
Para facilitar o estudo sobre organização urbana e sustentabilidade, a The Economist Intelligence Unit realizou, em parceria com a Siemens, um estudo para apontar as cidades mais verdes da Europa. Foram analisados os 30 centros urbanos política ou economicamente mais expressivos do continente, classificados de acordo com 8 categorias de desempenho: emissão de dióxido de carbono, consumo e desperdício de água, gerenciamento de terra e resíduos, consumo de energia e uso de fontes renováveis, qualidade do ar, mobilidade e políticas ambientais. Todos os dados foram apurados pela equipe de pesquisadores da The Economist, que usou também as metas ambientais traçadas pela União Europeia para o ano de 2020 como referência para a pontuação. Nesse ranking, as 10 primeiras cidades foram as seguintes: Leia mais »
Enquanto o mundo se mobilizava em respeito às vítimas de Fukushima e em alerta sobre os pós-efeitos do desastre nuclear, um grupo pró-Angra III manifestava sua posição no Cais Santa Luzia, às margens do evento angrense consonante com a iniciativa mundial para a “corrente humana”.
Distribuindo panfletos defendendo a energia nuclear, o movimento liderado por trabalhadores das usinas nucleares e organismos ligados à sua propagação defendiam que a tecnologia é limpa, expressando sua homenagem aos trabalhadores de Fukushima e afirmando que “não houve vítimas da radiação” no Japão.
Por dias ponderei sobre a melhor forma de responder às alegações, em especial sobre a “ausência de vítimas” e o uso desse argumento para a promoção da energia nuclear. Relevado o meu asco pela própria perversidade da argumentação, pensei em explicitar todos os fatos sobre o acidente, e expor a situação real das áreas próximas a Fukushima Daiichi atualmente, um ano após a tragédia, onde milhares perderam seus lares que tiveram de abandonar, sem nada levar consigo. Pensei em relembrar as mães, em cujo leite materno foi encontrado radiação; ou as crianças nas quais detectaram contaminação nas urinas. Pensei em explorar o sentimento humano, na tentativa de traduzir em palavras o sofrimento das centenas de pessoas afetadas pelo descontrole das plantas nucleares, que sofrem com a falta de informações dos órgãos oficiais e permanecem na incerteza sobre o que a radiação poderá causar a eles próprios e às suas famílias no futuro, conscientes de que reações como câncer somente serão percebidas a longo prazo. Leia mais »
Logo após o terremoto e o tsunami que ocorreram no Japão, ano passado, ocasionando um acidente nuclear na Central de Fukushima Daiichi, a Eletrobras Eletronuclear criou um comitê gerencial a fim de elaborar um plano de ações para reavaliar a segurança das usinas da Central Nuclear Almirante Alvaro Alberto. O Plano de Resposta à Fukushima da Eletronuclear engloba 30 estudos e 28 projetos, a serem desenvolvidos no período de 2011 a 2015, com investimentos estimados em cerca de R$ 300 milhões.
O documento foi produzido a partir de informações do relatório preliminar encaminhado, pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com a avaliação do acidente e, ainda, de observações da indústria nuclear mundial. [...]
Além da elaboração do Plano, atendendo à solicitação da CNEN, a Eletronuclear está estendendo seus estudos para a elaboração de um Relatório de Reavaliação de Segurança das Usinas Angra 1 e Angra 2, em conformidade com especificação da WENRA – associação de organismos reguladores nucleares da Europa para a realização dos relatórios de avaliação de resistência. Este relatório deverá estar concluído até o final deste mês (março) para envio à CNEN e será avaliado por especialistas do Foro Iberoamericano de Organismos Reguladores Nucleares[...]. Já a conclusão da reavaliação de segurança de Angra 3 está prevista para o mês de junho. Leia mais »
No próximo sábado, dia 3 de março, à 0h, a usina nuclear Angra 2 será desconectada do Sistema Interligado Nacional (SIN) para reabastecimento de combustível, com previsão de retorno para o dia 30 do mesmo mês.
Trata-se de uma parada programada, em comum acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), onde cerca de 1/3 do combustível nuclear será recarregado, além de serem realizadas atividades de inspeção e manutenção periódicas que precisam ser feitas com a usina desligada.
Foram contratadas firmas nacionais e estrangeiras que irão disponibilizar quase 1.400 profissionais (sendo 195 estrangeiros) para dar suporte aos técnicos da Eletrobras Eletronuclear. Leia mais »
O terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011, com a consequente fusão nuclear na usina nuclear Fukushima Daiichi, tem causado um grande sofrimento ao povo do Japão e aumentado a contaminação radioativa, ao redor do mundo. Também fez soar um sinal de aviso ao mundo, sobre os riscos da energia nuclear a longo prazo para a saúde, o meio ambiente e a economia.
Junto com Three Mile Island e Chernobyl, o acidente de Fukushima nos faz recordar uma vez mais que a tecnologia nuclear não perdoa e que os acidentes não podem ser contidos. A situação não está sob controle como tem declarado o governo japonês. A planta nuclear ainda é instável e os trabalhadores seguem trabalhando sob condições de ameaça para a vida.
A contaminação radioativa está se estendendo. Esta é uma emergência regional e global. O povo está sendo forçado a fugir com seus filhos ou a viver, com perigos inaceitáveis para a saúde e exposição prolongada à radiação. Na prefeitura de Fukushima, são encontradas evidências de materiais radioativos no leite materno e na urina de crianças. Há vidas ameaçadas, incluindo aquelas de futuras gerações. A economia regional foi destruída. Leia mais »
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, lançaram nesta quarta-feira (29/02, em Angra dos Reis, o projeto de Gestão Integrada do Ecossistema da Baía da Ilha Grande (Projeto BIG), uma parceria com a organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Com duração de cinco anos, o projeto prevê investimentos de R$ 50 milhões para ações em várias áreas, que vão desde o planejamento institucional até o monitoramento de ameaças ambientais, passando pelo fortalecimento das áreas protegidas da região. Segundo o secretário Carlos Minc, a prevenção é o melhor investimento em termos ambientais. Ele destacou os vultosos recursos necessários para a recuperação das baías de Guanabara e de Sepetiba, vítimas do desenvolvimento sem um adequado planejamento ambiental. Leia mais »
Estamos em tempos de montagem de governos. Há disputas por cargos e funções por parte de partidos e de políticos. Ocorrem sempre negociações, carregadas de interesses e de muita vaidade. Neste contexto, se ouve citar um tópico da inspiradora oração de São Francisco pela paz “é dando que se recebe” para justificar a permuta de favores e de apoios onde também rola muito dinheiro. É uma manipulação torpe do espírito generoso e desinteressado de São Francisco. Mas desprezemos estes desvios e vejamos seu sentido verdadeiro.
Há duas economias: a dos bens materiais e a dos bens espirituais. Elas seguem lógicas diferentes. Na economia dos bens materiais, quanto mais você dá bens, roupas, casas, terras e dinheiro, menos você tem. Se alguém dá sem prudência e esbanja perdulariamente acaba na pobreza. Leia mais »
A Terra como planeta, é muito pequena. Já possui um terço de sua superfície desertificada, inúmeras espécies extintas, atmosfera saturada, sete bilhões de pessoas consumistas e uma infinidade de indústrias que produzem em progressão geométrica, até exaurir a última reservam do planeta para dar conta da demanda de consumo. Será isto sustentável? Maria Bethania disse certa vez: “de que adiantam dólares, sem planeta”?
Thomas Jefferson disse, em 1802:
“Penso que as instituições bancárias são mais perigosas para a nossa liberdade que exércitos inteiros prontos para o combate. Se o povo americano permitir um dia que os bancos privados controlem sua moeda, os bancos e todas as instituições que floresceram em torno dos bancos, privarão a gente de todas as possessões, primeiro por meio da inflação, seguida da recessão, até o dia em que seus filhos se despertarão sem casa e sem teto, sobre a terra que seus pais conquistaram”! Leia mais »
O tema Sustentabilidade começou a se popularizar com as conferências da ONU, inclusive conceituando o desenvolvimento sustentável como aquele que “satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”, mas, ao contrário do que se pensa, esse não é um conceito novo.
Em 1968, Garrett Hardin mostrou sua preocupação com os “atos sem remorso” dos indivíduos em uma sociedade e suas conseqüências no todo, e, em 1972, o Clube de Roma até chegou a propor a discussão sobre os “dilemas atuais e futuros do homem”, considerando as ações conjuntas como necessárias para chegar à preservação do planeta, para nós e para nossos filhos. É importante lembrar que, na mesma época, também começou o movimento do ambientalismo, pela preocupação sobre os rumos que tomariam o desenvolvimento econômico e a exploração de recursos naturais a qualquer custo, colocando a questão ambiental como centro dos debates. Leia mais »
O leitor haverá de me perdoar se nas linhas abaixo resolvi deixar de lado meu otimismo incorrigível para enumerar, de maneira resumida, assuntos sobre os quais o Brasil parece ter perdido a noção do perigo ou mesmo do bom senso.
Por que quando o assunto é agrotóxico, o país campeão mundial no uso dessas substâncias venenosas ainda tem legislação frouxa, fiscalização deficiente e uma estranha burocracia que impede a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de agir rápido quando se constata a necessidade de retirar do mercado um determinado produto de elevada toxicidade? Nas lavouras brasileiras são usados pelo menos dez produtos proibidos na União Européia, Estados Unidos e um deles até no Paraguai.
Por que quando o assunto é transgênico, os protocolos de biossegurança que antecedem o licenciamento de novas substâncias geneticamente modificadas parecem ser sistematicamente desprezados por parte da maioria dos doutores que integram a CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), onde os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente têm direito a voto, mas são minoria? Leia mais »