Editorial: Esvaziar uma caixa d´água com uma peneira

Teoricamente impossível, mas nota-se que após exaustivo trabalho, a caixa continua cheia, mas a peneira está encharcada, está pesada! Significa que parte da água foi retirada e encharcada na peneira.

Assim somos nós das diversas associações. De peneira em punho retirando água, quase igual a “enxugar gelo”! Nosso trabalho “braço-peneiral” é permanente na tentativa de convencer o trade turístico, de que juntos podemos crescer e produzir um turismo de melhor qualidade, além de protegermos a Ilha de sua degradação pela ausência do nosso esfacelado Poder Público (federal, estadual e municipal), e da invasão de pessoas despreparadas, desesperadas por um emprego ou em busca de um lugar melhor. Foi na ausência da proteção que Angra (sede) tornou-se um desastre na Costa Verde, além de perder seu status de bom destino turístico. Não fosse ainda o destino Ilha Grande, ela não existiria como cidade turística. Turisticamente hoje ela é apêndice da Ilha Grande! E… lamentavelmente não terá Fernadinho que a recupere! Sei que muita gente “se morde” ao ler isto, – mas não é por não gostar de mim, é porque a verdade dói! Não se magoe é apenas um ponto de vista, – tese da observação de muitos anos.

Dessa conversa, quero informar ao nosso trade que a caixa d’água continua cheia, mas a peneira está pesadona, significando que um pouco d’água retiramos. Vejam: nos últimos quatro meses fizemos 5 eventos de porte respeitável, por nossa conta: Rèveillon, Festa de São Sebastião Padroeiro da Igreja, Carnaval, AP  TRAIL RUN (corrida) e Festa Japonesa da Pousada Nautilus, no Bananal, além de um grande evento de esterilização de animais, cujo controle previne zoonoses, higieniza as ruas e oferece melhor qualidade de vida aos animais. Isto significa seis eventos em quatro meses; significa sustentabilidade; significa esforço comunitário; significa trabalho coletivo, significa pensar no todo e em especial significa que crescemos. Minha atribuição na Ilha é a luta pela sustentabilidade, portanto sinto-me feliz por estarmos crescendo dentro da própria crise. Pensem nisso!

“Sustentabilidade é uma palavra há muito tempo em voga, mas não deslancha por estar sempre atrelada a algo ganancioso, ou interesses escusos, ou ainda “meu pirão primeiro”. Deformações que se estendem até ao nosso Congresso Nacional. Cabe-nos mudar este escopo, partindo do micro para o macro. Acredito nas mudanças! Questão de ótica apenas”!

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