Pousada Nautilus promove jantar com especialistas da culinária japonesa

Chegamos à POUSADA NAUTILUS, para uma festa gastronômica de cultura japonesa, patrocinada pela pousada, onde, a natureza e a gastronomia, o simples e o requintado, se harmonizavam de forma perfeita, dando margem até ao poético, como de costume em nossa Ilha Grande. Os mínimos detalhas foram cuidadosamente elaborados, para o brilho desta festa especial. Personalidades da gastronomia mundial, participaram e deram grandiosidade ao espetacular evento com os saberes e sabores do oriente. Na expressão do Kazuo definiu como a “cor dos sabores”.

Nos dizem os mestres:

Hirotoshi, diretor-geral da AJSA Sushi Skills Institute, é uma das maiores autoridades em sushi do mundo. E Shin Koike, comandou durante anos o minúsculo restaurante A1, depois, criou o Aizomê, nos Jardins, eleito o melhor da sua categoria em 2008 e 2009 pela edição especial “Comer & Beber”. Atualmente, ele pilota também o Sakagura A1.

“A Ilha é um lugar onde a natureza faz o show e nós não podemos deixar que este espetáculo se acabe”. No show da natureza, esta festa participa trazendo gente bonita, com requinte da educação ambiental e alinhada harmonicamente com a sustentabilidade, a nos mostrar que devemos extrair da natureza somente o que sobra ao sustento da biodiversidade. A MARICULTURA COSTA VERDE, projeto que participa da produção do evento, nos ensina a fazer este necessário equilíbrio.  O Kazuo, anfitrião da festa, disse em entrevista ao O Eco Jornal:

Completou, Nelson Palma Dir. de O Eco Jornal:

A Amanda, nossa grande aliada às questões ambientais e sócio culturais nos fala do evento: “A pousada trouxe dois chefes renomados do cenário da comida japonesa do brasil e também internacional. O Ogawa é japonês, o Shin também é japonês mas vive no Brasil há 25 anos e está à frente de restaurantes no Rio e em São Paulo. Em SP ele comanda o SAKAGURA e no Rio inaugurou ano passado um restaurante com o nome dele, Shin Koike, e as pessoas que experimentam a comida do Shin é um sentimento muito especial.

A proposta foi alinhar um pouco da cultura e alta gastronomia com insumos locais porque foram os ariri da fazenda marinha Maricultura costa Verde  que abasteceu os chefes para montar os pratos”

Kazuo, dono da pousada e responsável pelo evento, disse que teve a sorte de conhecer o Chef Shin Koike em um outro evento realizado na pousada, e que então o Chef escolheu essa região para fazer o material fotográfico de um livro dele, que foi premiado em Nice, na França como o segundo  melhor livro de gastronomia japonesa, e o nome do livro é  “A COR DO SABOR”.

No ano passado, Shin Koike trouxe outro chef japonês, que é o Hirotoshi Ogawa, que na realidade ele é o idealizador de um concurso de sushiman no Brasil e no Japão.

“A maricultura dentre as atividades que a gente desenvolveu na ilha, tanto turismo como mergulho recreativo, todos eles visam a preservação e o que a gente tem de mais atraente em nossa região é justamente a natureza, são os atrativos naturais, e a maricultura de certa forma, ela consegue se harmonizar com todo esse conceito. Eu vejo a maricultura como uma das atividades com maior potencial de geração de emprego verde, a gente está conseguindo dar emprego e renda para a população daqui; nós temos hoje, na fazenda marinha, 5 jovens que são filhos e netos de pescadores, que trabalham exclusivamente com maricultura, e com produção de um alimento bacana, um alimento que é produzido de maneira artesanal, orgânica e de boa qualidade. Então assim, a gastronomia ela gera esse movimento também, esse turismo gastronômico. O que a gente está desenvolvendo é isso, um turismo gastronômico” – disse Kazuo.

Segundo o Chef Hirotoshi, o boom do sushi no mundo incentivou o projeto o qual vem realizando, a fim de diminuir o manuseio incorreto  e por consequência, os riscos que a falta de conhecimento sobre o alimento pode causar.

A associação japonesa existe desde 1997, mas a partir dos últimos 4 anos, com o crescimento do consumo da comida japonesa, a divulgação do projeto se intensificou com a ida a diversos países, como Cuba, Canada EUA, Mexico, diversos países na Europa e outros que o Chef já até perdeu as contas!

Antes mesmo de vir para o Brasil, o Chef estava na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos.

A idéia do projeto é difundir o conhecimento sobre a gastronomia japonesa pelo mundo. E aqui no Brasil, o Chef Shin Koike é o responsável.

Aqui na Ilha, os Chefs usaram o peixe Beijupira, e disseram que este possui grande potencial de aceitação, inclusive no Japão, assim como as vieiras locais.  A sardinha é muito consumida no Japão e como no Brasil não é tão apreciada, apesar da abundância, ele propõe a elaboração de pratos com ela a fim de torna-la mais apreciável pelos brasileiros.

“Na primeira vez que estive na Ilha Grande, me emocionei demais e desde então não encontrei lugar nenhum no mundo como aqui. É muito gratificante para nós, como chef, poder ter e usar os alimentos que são produzidos aqui” – disse o Chef Hirotoshi.

O Chef Shin Koike, que esteve pela primeira vez na Ilha há 5 anos, disse que aqui é realmente ecológico, e que a maricultura contribui com o futura da permanência da comida japonesa.

Segundo ele, que entrou na associação há 4 anos, o projeto propõe a divulgação de técnica e higiene da comida. Todo ano abrem aulas que certificam os profissionais da área e promovem um campeonato de Sushiman do Brasil. O ganhador do ano passado, vai participar de um campeonato mundial, nos dias 17, 18 e 19 de agosto no Japão. Em 2016, o vencedor do campeonato mundial foi um brasileiro que surpreendeu e emocionou a todos.

A Cover Light, empresa responsável pelo incrível Domo da Festa, estava representada por Giuseppe – “Esse é um projeto que nasceu quase pra brincar, eu fui convidado para montar um Domo padrão de 8m para fazer algum evento aqui na Ilha Grande e a gente lançou esta série de evento de sushi aqui na pousada do Kazuo, da pousada Nautilus, em colaboração e parceria com a ECOPIPE, com o Eduardo”.

Realmente, nos mostra um cenário encantador que nossa terra de encantos merece. São estes atrativos, como eventos para o turismo que geram qualidade, sustentabilidade, autoestima, pertencimento e em especial geram emprego para ajudar a fixação das pessoas do interior, no interior. Hoje nós temos mais de 80% da população brasileira radicada nos centros urbanos, um dos principais fatores de desordem urbana: a escola não dá conta, o saneamento transborda, o transporte um dilema e a sobrevivência uma angustia! Temos que repensar e transformar esse êxodo em algo mais promissor! Para nós da Ilha, a maricultura e o turismo são grandes oportunidades, mas temos que abraçar com capacidade, empreendedorismo e uma dinâmica voltada sempre para a sustentabilidade tendo em mente o coletivo como fator principal.

A Enseada do Bananal é um bom exemplo nisso. Sustentabilidade é uma palavra há muito tempo em voga, mas não deslancha por estar sempre atrelada a algo ganancioso, ou interesses escusos, ou ainda “meu pirão primeiro”. Deformações que se estendem até ao nosso Congresso Nacional. Cabe-nos mudar este escopo, partindo do micro para o macro. Questão de ótica apenas!

                                                                            Enepê

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